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Sínodo: “Quando os cristãos (não) sentem a fé”

Terça-feira, Dezembro 30, 2025 - 13:04
Publicação
Vatican News

Fonte: Vatican News. Autor: Rui Saraiva

O padre Tiago Freitas procura no seu novo livro discernir o sentido da fé com estilo sinodal. “O estudo que está presente neste ensaio, tenta afirmar que há diferentes graus e diferentes competências neste processo de discernimento”, afirma o sacerdote português.

Rui Saraiva – Portugal

O sensus fidei, ou sentido da fé, como princípio teológico da sinodalidade é aquilo que nos apresenta o padre Tiago Freitas no seu livro “Quando os cristãos (não) sentem a fé. Discernir com estilo sinodal”. É precisamente para que a fé seja sentida na vida quotidiana de cada cristão que o Papa Francisco deu início ao Sínodo sobre a sinodalidade que entrou agora na sua fase de implementação.

Discernir com todos

O sacerdote português sustenta que no processo sinodal em curso é importante ter em conta os “diferentes graus de compromisso das pessoas para com a comunidade”. O seu livro nasce a propósito dos 60 anos da “Lumen Gentium”, mas também de uma conversa com o cardeal Grech, responsável pela Secretaria Geral do Sínodo, na qual afirmou que “todos devem participar no processo de discernimento” no âmbito deste Sínodo.

“O livro ‘Quando os cristãos (não) sentem a fé’, e o não está entre parêntesis, nasceu sobretudo por duas razões: a primeira para celebrar os 60 anos da Constituição Dogmática “Lumen Gentium”, mas a segunda razão é decorrente de uma conversa informal com o cardeal Mário Grech, onde ele dizia que ‘todos devem participar no processo de discernimento’ no contexto do Sínodo sobre a Sinodalidade. Mas, como sabemos, há diferentes graus de compromisso das pessoas para com a comunidade, ou até no sentido mais amplo no modo como vivem a sua fé. Se alguns participam semanalmente, dominicalmente, nos sacramentos e estão comprometidos com atividades da comunidade, outros há que apenas foram batizados, mas depois na prática vivem como não crentes. E, por isso, é legítimo perguntar se todas as pessoas são igualmente competentes no processo de discernimento”, afirma.

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