Fonte: Diário do Minho. Autor: Luís M. Figueiredo Rodrigues
Talvez o mundo não careça de mais moderação, mas de uma radicalidade diferente. Não a radicalidade que vocifera, expulsa e arrasa, mas a que desce às raízes do humano e, aí, decide amar sem reservas, até ao fim.
Vivemos um tempo desconcertante: nunca tivemos tanta informação disponível e, ainda assim, parece faltar-nos bússola moral. Fala-se de empatia, mas raramente se paga o preço de estar com alguém. Celebra-se a diversidade, mas o diferente continua a ser tolerado à distância. O desalento não nasce apenas da carência material; nasce da perda de horizonte, da sensação de que nada merece, de facto, a entrega da vida.
É por isso que a radicalidade cristã se torna urgente!
Ser cristão, no seu sentido mais nobre, nunca foi sinónimo de conforto. É aceitar que amar o próximo não é metáfora piedosa...
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