Fonte: 7MARGENS. Autor: Joaquim Félix de Carvalho
II. A arte de ler [gostosamente] a Escritura
A leitura da Sagrada Escritura é uma arte. Com toda a propriedade, pode falar-se de uma ars legendi, a arte de ler. Sem cair nos estereótipos da arte pela arte, a leitura bíblica tem características próprias. Desde logo, porque não se trata de ler literatura profana, mas a própria Palavra de Deus. De tal forma assim é que, como salienta Santo Ambrósio, «a Ele ouvimos, quando lemos os divinos oráculos». Para ouvi-Lo bem, é importante cuidar a qualidade da leitura. Nesse sentido, a Dei Verbum insiste na necessidade de que aqueles que se dedicam ao serviço da palavra «mantenham um contacto íntimo com as Escrituras, mediante a leitura assídua e o estudo aturado» (DV 24). E isto não é tarefa apenas para os ministros ordenados e quem se dedica à catequese, embora tenham, neste domínio, responsabilidades acrescidas, mas para todos os batizados: «Do mesmo modo, o sagrado Concílio exorta com ardor e insistência todos os fiéis, mormente os religiosos, a que aprendam “a sublime ciência de Jesus Cristo” com a leitura frequente das divinas Escrituras, porque “a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo”» (DV 25).
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