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Sinodalidade: o tesouro eclesial e o lugar das lideranças

Segunda-feira, Janeiro 26, 2026 - 09:46
Publicação
Diário do Minho

Fonte: Diário do Minho. Autor: Luís M. Figueiredo Rodrigues

A palavra “sinodalidade” entrou no vocabulário eclesial com uma força nova, mas corre o risco de se tornar um slogan vazio se não for ligada, de modo realista, à questão das lideranças. A Igreja sonhada pelo II Concílio do Vaticano e relançada pelo Papa Francisco como “Igreja em saída” não é uma comunidade sem pastores, sem ministérios e sem processos de decisão, mas um corpo vivo onde autoridade e participação se entrelaçam ao serviço do Evangelho. Se a sinodalidade é um tesouro, então exige ser guardada e cultivada por lideranças competentes e capazes de gerar confiança, promover processos e articular carismas num mundo líquido e em rede.

Na modernidade marcada pela fluidez dos vínculos e pela lógica em rede, a autoridade já não se impõe apenas a partir de um lugar cimeiro no organigrama. Ela é cada vez mais relacional: nasce de percursos partilhados, de escuta paciente, de capacidade de nomear o que está em jogo e de abrir caminhos possíveis. Também na Igreja, o Papa, o bispo, o pároco, o superior ou o coordenador de um movimento não podem ser apenas gestores de rotinas ou guardiães de regras; são chamados a ser tecelões de comunhão, promotores de corresponsabilidade, guardiães de um horizonte missionário num contexto de incerteza e fragmentação.

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