Fonte: Voz Portucalense.
10 Fevereiro, 2026
A configuração cristã da vida pública num ambiente de novos rumos da política, foi o mote para o evento que decorreu na Universidade Católica no Porto.
Nos passados dias 2 a 5 de fevereiro de 2026, o Campus do Porto da Universidade Católica Portuguesa (UCP) transformou-se num laboratório de reflexão. Sob o mote “Novos rumos da política. Configuração cristã da vida pública”, a Faculdade de Teologia reuniu pensadores nacionais para debater a urgência de uma presença cristã, ativa, livre e competente, num mundo em transformação acelerada.
Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da UCP, abriu a sessão destacando a relevância do tema para o diálogo entre a Igreja e a sociedade. Frisou que o evento reforça a ligação direta entre a instituição académica e a formação do clero da diocese do Porto.
Na sua intervenção, D. Manuel Linda classificou a temática como “importantíssima e urgente”, sustentando que a política é intrínseca à condição humana. O bispo do Porto explicou a natureza interdisciplinar do debate afirmando que “não há política, nem moral fora da pessoa” e apresentou a política como um espaço ético, advertindo para os riscos de fragmentar estas duas esferas. Ao definir a fé cristã como “histórica”, o prelado concluiu ser imperativo interrogar continuamente a fé e a ética perante os rumos e a fluidez da história.
Abel Canavarro, coordenador das Jornadas, apelou a uma Igreja que seja capaz de “escutar e fazer uma leitura dos sinais dos tempos”. Deste modo, referiu o vice-diretor do curso de Teologia da UCP, o objetivo destas Jornadas foi lançar “pistas” sobre como o cristão se deve situar num mundo onde “os cristãos devem ser, não só portadores, mas também testemunhas dos valores” do cristianismo.
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(inf: Celso Gomes e Luís Machado)
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Rumos da política nas reflexões das Jornadas de Teologia
Terça-feira, Fevereiro 24, 2026 - 17:38
Publicação
Voz Portucalense
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