Cátia Tuna

Investigadora do CEHR. Docente Universitária

Os anos em que estudei nesta faculdade constituíram um tempo muito feliz da minha vida. Fiz amigos que ainda hoje mantenho; sou até a madrinha de batismo da filha de uma antiga colega de curso. Lembro-me de se referir nessa altura que os alunos da Faculdade tinham pouco menos de 30 nacionalidades diferentes. Foi, de facto, construtivo contactar com pessoas de culturas tão diversas e de, igualmente, tão diversas pertenças e sensibilidades eclesiais. Vendo à distância, reconheço hoje a utilidade da amplitude disciplinar que caracteriza o currículo do curso, que engloba a Filosofia, a História, a Sociologia, a Psicologia e ainda o estudo de línguas. A Teologia proporciona uma densidade interpretativa que não é apenas uma capacidade de problematizar. Recordo-me de aulas que constituíram insights definidores de um «antes» e de um «depois» na minha forma de ver o mundo e a verdade em que decidi acreditar. Sou, por isso, deveras grata aos meus antigos professores, devendo-lhes muito do pouco que sei. Também aos meus colegas que permitiram que a Teologia não fosse um exercício preponderantemente solitário, como provavelmente o foi, quase sempre, ao longo dos séculos.

Ir. Sandra Bartolomeu

Agente de Pastoral - Santuário de Fátima

A minha experiência como aluna da Faculdade de Teologia é semelhante à de um cavador que, adentrando-se com perseverança na terra, descobre a pouco e pouco fios de água de nascente. 

De facto, o objeto da Teologia é de todo particular, mas ao longo dos anos, poder contar com professores que o desvelem com rigor, seriedade e em diálogo com o mundo da cultura, e com o pensamento e as dinâmicas da contemporaneidade, torna possível o vislumbrar da sua contínua riqueza, pertinência e atualidade, permitindo afirmar com propriedade: «Amemos a Teologia, porque a Teologia é Bela!»

Aceder a um olhar e a uma compreensão mais profunda sobre o mistério, o homem e o mundo, marcaram a minha relação pessoal com Deus, enriqueceram a minha capacidade de pôr em diálogo teologia, arte e cultura, e forneceram-me ferramentas proveitosas, quer para o meu caminho pessoal na senda do mesmo mistério, quer para o trabalho profissional, capacitando para um serviço de maior rigor no âmbito da pastoral, da espiritualidade, da educação e do conhecimento.

José Antunes

Vice Superior Geral dos Missionários do Verbo Divino

Frequentar e concluir o doutoramento na Faculdade de Teologia foi uma experiência enriquecedora a nível pessoal e extremamente estimulante a nível intelectual.

A investigação teológica a que me dediquei nasceu e desenvolveu-se em ligação com o percurso missionário e pastoral. A Faculdade ajudou-me a compreender a diversidade social, política, cultural e religiosa do mundo contemporâneo e reconhecê-la como um lugar teológico apelativo. Neste caminho contei sempre com o apoio construtivo de todos os que lecionam e trabalham na Faculdade.

Ao estimulante processo de pesquisa e debate a nível teórico, devo acrescentar que este foi também um exercício gratificante de busca pessoal no sentido de iluminar os caminhos da missão nos contextos turbulentos, mas também fascinantes da época em que vivemos.

Hoje reconheço com gratidão que o tempo passado na Faculdade de Teologia foi muito útil para o trabalho que atualmente desenvolvo numa Congregação religiosa intercultural e internacional, onde diariamente somos desafiados pela diversidade do mundo e das culturas.

Margarida Portugal

Orientadora da Prática de Ensino Supervisionada em EMRC

Entrei na Faculdade de Teologia, há 35 anos, porque não tinha conseguido ingresso no curso que queria e a ideia era apenas não ficar um ano sem estudar, mas apaixonei-me logo pela Teologia e até pensei em desistir do projeto de ser assistente social. O problema era que a Teologia não tinha qualquer saída profissional (achava eu!) pelo que, no ano seguinte, mudei de Universidade. Mas depois de uma experiência universitária séria na Católica não consegui vislumbrar qualquer cultura académica noutra Instituição e, contra tudo e contra todos, decidi voltar à Faculdade de Teologia.

Já lá vão muitos anos e tenho alguma dificuldade em reconstituir memórias, mas o que mais me marcou foi o sentido que os conteúdos programáticos trouxeram à minha vida pessoal e a descoberta do gosto do estudo. Não tenho ideia de alguma vez ter vibrado com o que aprendi no Liceu. Na Faculdade de Teologia quase tudo era entusiasmante.

No 4º ano do curso comecei a trabalhar numa companhia de seguros. Cerca de seis meses depois, ao confessar a uma amiga o tédio de passar sete horas por dia a inserir números de apólices e cifrões numa base de dados, sugeriu-me que fosse dar aulas de Educação Moral e Religiosa Católica. Candidatei-me a tal, fui logo chamada e há quase trinta anos que exerço esta vocação com enorme alegria.

Agradeço, pois, à Faculdade de Teologia as ferramentas que me incorporou e permitiram construir sentido pessoal e profissional.

Miguel Cabedo e Vasconcelos

Capelão
Universidade Católica Portuguesa

Cheguei ao MIT em 2011, um ano depois de ter entrado no Seminário do Patriarcado de Lisboa. Tinha estudado engenharia e, quando comecei a dar os primeiros passos na Filosofia, nas línguas antigas e na Teologia, senti-me a descobrir um mundo novo, um mundo onde o pensamento não se destinava apenas àquilo que a exatidão das matemáticas poderia ajudar a conhecer, mas tinha em conta tudo aquilo de que podemos falar, em certo sentido, tinha em conta a realidade toda: o mundo, o homem e Deus. Os cinco anos que se seguiram consolidaram esta experiência, e ajudaram-me a compreender melhor o lugar onde vivo, a cidade em que nos movemos, a saber quem eu sou, e a começar a saber falar sobre Deus, que é, no fundo, o primeiro significado – e talvez o mais completo – da Teologia.

Hoje, como capelão em Lisboa da nossa Universidade, uma coisa é evidente: a formação que recebi na Faculdade de Teologia tem sido uma ferramenta indispensável para viver este serviço com vontade de deixar que, por trás de um aprendiz de teólogo como eu, fale e atue acima de tudo a experiência sábia de uma linhagem crente. Com efeito, livre de perspetivas parciais, o MIT pôs-me a par da história do pensamento, deu-me acesso aos tratados clássicos da Teologia e à história da Igreja e, porventura o mais importante, fez-me querer aprender.

Pedro Miguel Mendes de Sousa

Prémio Paulus 2019

No berço da Teologia, na próxima relação Professor-Funcionário-Aluno, aprendi não apenas a qualidade da resposta, mas também a acutilância da pergunta e a centralidade da procura. Aí senti o apelo a não me limitar por reproduzir as respostas de sempre, mas por escutar as perguntas de hoje. Tal não implica que as respostas de outrora não tenham pertinência, mas talvez tais respostas possam não corresponder às perguntas de hoje. Ao longo desta etapa, percebendo que Deus não está fora da vida, mas dentro da realidade e, por isso, se Deus está na realidade do mundo, então não é realizável fazer a experiência de Deus sem fazer a experiência do mundo.

Sérgio Pinto

Investigador do CEHR. Docente Universitário

A Faculdade de Teologia foi o espaço onde aprendi a necessária abertura à inquietação. Onde fui desafiado ao rigor da pergunta. Onde encontrei o estímulo ao caminho da descoberta. Um tempo povoado pela grandeza humana e intelectual dos que nele me guiaram e dos que me acompanharam nesse percurso.

Tiago Casaleiro

Enfermeiro e PhD student

Tive a oportunidade de contactar com a Faculdade de Teologia em diferentes centros regionais e em diferentes cursos o que me permitiu aprender diferentes perspetivas sobre a relação entre o humano e o divino. O aprofundamento das razões da fé permitiu-me, enquanto leigo, viver na Igreja de forma mais plena e mais capaz, por exemplo na catequese ou no Escutismo. Por outro lado, o diálogo constante entre a Sagrada Escritura, a Tradição, o Magistério e a vida dos crentes enriqueceram a minha capacidade de análise das realidades sociais. Enquanto enfermeiro, aquilo que aprendi na Faculdade de Teologia tem sido um contributo importante no acompanhar das pessoas e cuidadores em sofrimento.

Tiago Neto

Pároco

A Faculdade de Teologia é, para mim, um autêntico lugar teológico, onde não se procura apenas olhar o passado cristalizado da tradição cristã, mas compreender o presente como o «hoje» favorável em que Deus se comunica. A diversidade dos saberes científicos com que a teologia dialoga fez de mim alguém que procura olhar o mundo e a sociedade de forma plural e convergente. Nas diferentes etapas de aprofundamento teológico tenho aprendido a conjugar harmoniosamente o estudo da teologia com a prática pastoral. Aprecio e agradeço o testemunho dos professores, colegas de estudo e colaboradores com quem me tenho cruzado na faculdade. O ambiente familiar sempre me fez sentir em casa.

Contactos

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