Secretariado
Horário: 2ª a 6ª, 14h30-17h
E-mail: secretariado.religare.ft@ucp.pt
Tel.: 253 206 102
Susana Abreu
Summer school "Fora do mundo não há salvação"
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Início: 5 de junho de 2024
Horário:
5, 12, 19 e 26 de junho, quarta-feira: 18h30-20h00
Duração do programa:
6h online síncronas
Local:
Sala virtual (colibri zoom)
Inscrições
De 2 a 20 de maio de 2024
Temário e Formadores
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Max Weber e a ética protestante A ética medieval não apenas tolerava a mendicância como a exaltou, de facto, nas ordens mendicantes. Mesmo os mendigos não religiosos eram considerados como um estado de vida, uma vez que permitiam aos que tinham posses o exercício da esmola, ou seja, a prática das boas obras. Ficou reservada ao ascetismo puritano […] uma profunda alteração da situação. E isso pôde acontecer porque as confissões protestantes e as comunidades estritamente puritanas não conheceram, de facto, a mendicidade. Por outro lado, […] glorificava-se o trabalhador leal que não buscava a riqueza, mas vivia de acordo com o exemplo apostólico. Assim, a literatura ascética de quase todas as confissões está saturada da ideia de que o trabalho fiel é sumamente agradável a Deus. Nesse sentido, o ascetismo protestante, em si, não acrescentou nada de novo. Mas aprofundou poderosamente esta ideia e, mais ainda, criou a norma que lhe deu eficiência: a motivação psicológica pela qual o trabalho enquanto vocação constitui o melhor ou talvez o único meio de assegurar o estado de graça. Max Weber, |
Rita Mendonça Leite é doutorada em História, na Especialidade de História e Cultura das Religiões, com a tese: Texto e Autoridade - Diversificação sociocultural e religiosa com a Sociedade Bíblica em Portugal (1804-1940), publicada pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda. Recebeu, em 2008, a Menção Honrosa do «Prémio Victor de Sá de História Contemporânea» e venceu, em 2017, o «Prémio Liberdade Religiosa». É investigadora integrada do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa (UCP-CEHR), colaboradora do Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-ULisboa) e membro da Association Française d'Histoire Religieuse Contemporaine (AFHRC) e da Sociedade Portuguesa da História do Protestantismo (SPHP). É Professora Auxiliar Convidada na Faculdade de Teologia da UCP desde 2016. |
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Enrique Dussel e as metáforas teológicas de Marx Com efeito, o «culto» do fetiche, de Satanás, é consumado pela acumulação do «sangue» dos pobres (porque os pobres devem vender o seu corpo por um salário, e a sua vida objectivada, valor, é acumulada como lucro do capital) ou do «sangue» dos mártires que lutam objetivamente para os libertar da «relação social» (prático-produtiva, económica) que os domina. Esta «estrutura do pecado» é histórica; nela consiste a essência do demónio, do Fetiche: o Anticristo. Mas é necessária uma «Teologia da Economia» - no seu sentido forte - para poder efetuar uma «hermenêutica» deste ser invisível. Enrique Dussel, |
João Manuel Duque é doutorado em Teologia Fundamental pela Philosophisch-Theologische Hochschule Sankt Georgen, em Frankfurt (Alemanha), com uma tese sobre a filosofia da arte de Hans-Georg Gadamer, em perspetiva teológico-fundamental. É Professor catedrático da Faculdade de Teologia e investigador integrado do Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião (CITER) Docente de Teologia Sistemática, realiza investigação sobre a relação entre teologia, filosofia e cultura contemporânea, com especial incidência na fenomenologia e na antropologia da cultura digital. É Pró-Reitor da Universidade Católica Portuguesa, desde 2020. Foi-lhe atribuído o Prémio Árvore da Vida/Padre Manuel Antunes na edição de 2021. |
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Maria de Lourdes Pintasilgo, o cuidado e o «querer comum» O cuidado pelo outro reflete pensamentos e emoções simples: torna os humanos capazes de velar pela Natureza, de se interessarem ativamente uns pelos outros e de manterem a sociedade coesa. É o cuidado pelos outros que motiva atitudes e ações que mostram a sua interdependência, assim como a das suas comunidades e nações: ninguém está isolado, mas sim consciente de uma fundamental alteridade […]. Há, sem dúvida, muitos obstáculos – entre eles os defeitos tipicamente humanos de miopia, orgulho e inércia. É urgente e necessário um novo estado de espírito, a rejeição de uma vida centrada no eu. O mundo não gira à nossa volta. Precisamos de uma ética envolvente de cuidado pelos nossos companheiros de humanidade e pela nossa casa comum. Maria de Lourdes Pintasilgo |
Alfreda Fonseca é Ilicenciada em Filosofia (FLUL), com profissionalização nessa área de docência (UAb). Professora de Filosofia do Ensino Secundário durante 40 anos, até à aposentação em novembro de 2022. Neste âmbito foi eleita para vários cargos de direção e gestão na área da educação, incluindo Presidente do Conselho Executivo e Presidente do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Passos Manuel. Anteriormente foi, durante 3 anos, 1982-85, Secretária da Engª. Maria de Lourdes Pintasilgo que, ao tempo, era Assessora Especial para Timor-Leste do Presidente da República Portuguesa, António Ramalho Eanes. Entre 1980-82 viveu em Bruxelas, em resultado da eleição como Secretária Europeia Adjunta no Secretariado Europeu JECI/MIEC (Juventude Estudantil Católica Internacional/Movimento Internacional de Estudantes Católicos). Está também empenhada nas causas dos Direitos Humanos e na reforma da Igreja Católica. É membro do “Metanoia” - Movimento Católico de Profissionais e faz parte atualmente da sua Equipa Coordenadora (www.metanoia-mcp.org). Nos tempos livres canta no Coro dos Amigos do Conservatório Nacional. |
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Papa Francisco e a «casa comum» O facto de insistir na afirmação de que o ser humano é imagem de Deus não deveria fazer-nos esquecer que cada criatura tem uma função e nenhuma é supérflua. Todo o universo material é uma linguagem do amor de Deus, do seu carinho sem medida por nós. O solo, a água, as montanhas: tudo é carícia de Deus. A história da própria amizade com Deus desenrola-se sempre num espaço geográfico que se torna um sinal muito pessoal, e cada um de nós guarda na memória lugares cuja lembrança nos faz muito bem. Quem cresceu no meio de montes, quem na infância se sentava junto do riacho a beber, ou quem jogava numa praça do seu bairro, quando volta a esses lugares sente-se chamado a recuperar a sua própria identidade. Deus escreveu um livro estupendo, «cujas letras são representadas pela multidão de criaturas presentes no universo». Francisco |
Adriana Martins é Doutorada em Literatura Comparada pela Universidade Católica Portuguesa. Fez a agregação em Estudos de Cultura na mesma instituição. Coordena a área científica de Estudos de Cultura desde 2019. De 2011 a 2019 foi coordenadora de Relações Internacionais da FCH. Já lecionou nas Universidades de Utreque (Holanda), LUMSA (Itália) e Pázmány Péter Catholic (Hungria). É investigadora sénior do CECC, integrando a linha de investigação Cultura, Arte e Conflito. É autora de várias publicações sobre Estudos de Cultura, e, em particular, sobre Estudos Fílmicos e Literatura Comparada. |
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Início: 5 de junho de 2024
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5, 12, 19 e 26 de junho, quarta-feira: 18h30-20h00
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